Rio 2016
agosto 19, 2009
Video institucional sobre a campanha Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016. Depois de mais um dia vergonhoso no Senado nacional. Até pensei em escrever outro post (mas a vergonha foi demasiada), acho que vale a pena exaltar as boas coisas do nosso país (ainda que em computação gráfica).
Assistam na íntegra, divulguem o vídeo, linkem no twitter. Além da Copa em 2014 uma Olimpíada em 2016 seria bastante interessante. Daria emprego pra bastante gente em diversas áreas. Acho válido!
Não vale a pena jogar contra o time. Força Rio!
Um ano depois e não mudou nada!
agosto 14, 2009

REABILITAÇÃO POLÍTICA
“They tried to make me go to rehab
But I said ‘no, no, no’
Yes, I’ve been black, but when I come back
You’ll know-know-know”
Assim começa a canção “Rehab”, grande sucesso da cantora inglesa Amy Winehouse. Ouvindo essa letra (e bastante ultimamente), lendo e assistindo jornais e vendo as campanhas eleitorais surgindo por todos os lados acabei com o incomodo sentimento de que precisamos de uma reabilitação da classe política desse país. Que a espécie “Politicus Eleitus” só é vista publicamente em época de campanha, todos estamos carecas de saber. Nesse domingo mesmo, como todos os outros, estava comendo meu pastel de carne seca com queijo na feira perto de casa quando fui cercado por várias bandeiras vermelhas, marchinhas de campanha e cumprimentos do prefeito da minha querida Osasco.
Um e-mail do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, orientava seus sub-prefeitos a atuar nas áreas onde a pesquisa do DataFolha estava sendo realizada com intuito claro de melhorar a imagem do prefeito nas pesquisas. Teve sub-prefeito dizendo que não lê e-mails particulares! Outros que não receberam! Há quem disse que só viu depois que a pesquisa já tinha sido feita! Um falou que “não se recordava”… E são esses caras que ajudam o prefeito governar a cidade onde cresci… Onde mora minha mãe, meus irmãos… A maior cidade do país…
Como nos últimos anos, serei mesário nas eleições de Outubro, e estou cansado de ver pessoas que “escolhem” seus candidatos votando com a “colinha” que acabaram de receber na boca de urna da porta da escola. Brasileiros e Brasileiras, precisamos mudar isso. E logo!
Acho que urgentemente precisamos reabilitar a classe política desse país. Precisamos mudar o rumo das coisas. Precisamos de consciência política da população! Precisamos mudar nas casas e escolas. Precisamos… Mas não conseguimos… E o pior! Não conseguimos da pior forma… Não tentando! Vejo um povo forte na TV, na internet, nos jornais, nas ruas, no trabalho… Em todo lugar… Porém vejo um povo que não agüenta mais… De Cabral pra cá tudo é uma pizza portuguesa… E os políticos continuam cantando pra gente:
“Tentaram me mandar pra reabilitação
Mas eu disse ‘não, não, não’
Sim, eu tenho estado mal mas quando eu voltar
Vocês vão saber, saber, saber”
Obs.: Texto publicado em um antigo blog meu em 30 de Julho de 2008. E ainda precisamos de reabilitação política!
Abraço!
Vida Rock and Rock!
agosto 13, 2009
Existe um certo glamour em ter uma banda independente. Esse glamour faz a gente correr atrás de algo que fica muito além do horizonte com sorriso na cara, guitarra nas costas e bilhete de metrô na mão.
Escuto música desde que nasci, peguei em um instrumento musical pela primeira vez ainda na infância. Uma vez numa flauta doce de brinquedo que ganhei de minha mãe, outra com uma daquelas gaitas sem tom definido que minha avó trouxe de Aparecida do Norte em uma de suas peregrinações. Mas só em 1998 é que realmente decidi que queria aprender a tocar de verdade. Comecei pelo teclado, mas logo pulei para as seis cordas do violão.
De lá pra cá a busca por bandas, ensaios, eventos foi constante. Parei por muito tempo (muito mesmo). Mas depois do domingo passado (9 de Agosto), depois de ensaiar com uma das antigas bandas, uma certa “nostalgia do bem” tomou conta de mim e a vontade de gastar dinheiro com instrumentos e ensaios, ter crises de relacionamento com outros três marmanjos e dormir ainda menos voltou a me dominar.
Com 26 anos, imagino que estou chegando quase na metade da minha vida. São 10 anos que toco por ai sem muito sucesso (leia-se nenhum). Contudo me senti lisonjeado pelo convite (que não foi o primeiro). De certa forma mostrei confiança e estabilidade pras bandas por onde eu passei. Sábado (15) tem uma apresentação que me chamaram pra participar que pode marcar meu destino nos próximos anos. Não sou um guitarrista de 26 anos frustrado, também não tenho nada que provar pra ninguém (nem pra mim mesmo). Portanto é uma decisão minha que cabe só a mim mesmo. E é muito bacana isso.
Vamos ver no que dá!
A vergonha do Senado – Parte (FINAL)
agosto 8, 2009
O presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB/RJ), arquivou mais sete ações que pediam investigações contra o presidente do Senado. Assim todas as 11 ações contra Sarney e mais uma contra o Senador Renan Calheiros (PMDB/AL) foram arquivadas por Paulo Duque.
Com isso, sinto que perdemos mais um pouco da democracia. Perdemos mais uma oportunidade de mostrar/ver esperança. Tenho dois filhos, lamento ao ver esse tipo de coisa, a nação que eles herdarão dos pais, tios e avós. Pois a responsabilidade é minha, de meus irmãos, de cada um de nós que vota. Quem se lembra do Senador que votou na última eleição? Ainda que lembre, provavelmente nunca fiscalizou o que ele está fazendo pelo Estado e pela Nação! As palavras que Collor disse ao Senador Simon ainda me incomodam: “Eu aqui estou, conduzido pela mesma vontade popular pela qual o senhor foi conduzido pelo povo do Rio Grande do Sul. Os mesmos votos que lhe trouxeram, foram os votos que eu recebi do Estado de Alagoas para aqui representá-lo”. A vontade popular se fez soberana, e assim, o Excelentíssimo Ex-Presidente da República Fernando Affonso Collor de Melo (que renunciou ao cargo em Dezembro de 1992 para não sofre o Impeachment), tem hoje uma cadeira de Senador pelo Estado de Alagoas, assim como Renan Calheiros tem pelo mesmo Estado e José Sarney pelo Amapá.
Perdemos essa batalha amigos, não como uma minoria com complexo de maioria como diria o Senador Renan Calheiros, mas como uma minoria que ainda não sabe a força que tem. O #forasarney do Twitter é um dos muitos passos que devem ser dados nessa caminhada.
Perdemos, mas continuamos de pé!
A vergonha do Senado – Parte II
agosto 6, 2009
Fiz uma promessa. Depois dos 190 milhões serem derrotados pela astúcia e imposição de um sobrenome, não escrever mais sobre o Senado Federal. Contudo, a cada dia que passa, torna-se mais interessante assistir a TV Senado. Lá assistimos a tudo que procuramos na programação dos canais convencionais de TV: humor, violência, suspense, emoção, tristesa, etc.
Hoje, tivemos mais uma amostra de que é impossível lutar contra os manipuladores da política nacional. Pessoas que utilizam o título de Senador da República (considero apenas a Presidência como posto maior) para envergonhar um país que não tem mais onde esconder o rosto. Além do VERDE-AMARELO-AZUL-BRANCO que encontramos na bandeira, temos um VERMELHO-VERGONHA que cada vez se faz mais intenso. Cada vez que olhamos José Sarney presidindo o Senado. Renan Calheiros e Fernando Collor com o dedo em riste para outros senadores e um país que não está bem das pernas.
Li hoje que o discurso de Sarney foi quase que completamente manipulado na ótima matéria do jornal O Estado de São Paulo. E mesmo assim não foi permitido a democracia acontecer logo depois que os 48 minutos de discurso terminaram. Uma vez que logo após o discurso, aconteceu a reunião do Conselho de Ética do Senado. Impedindo o debate público que, na minha opinião, é a maior e melhor forma de se demostrar a democracia.
Tivemos ainda uma discussão entre o Senador Renan Calheiros (PMDB/AL) e o Senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) onde ouvimos coisas do tipo “Não aponte esse dedo sujo para cima de mim” (única coisa que fez o Senado calar) ou “Os seus jatinhos que o Senado pagou”. O vídeo completo pode ser visto aqui através do UOL, uma vez que não conseguir encontrar o mesmo no site da TV Senado!
Tasso chama Renan de cangaceiro! Mais um vez ao vivo! Em pleno Senado Federal! Não sei qual a imagem que o mundo tem do Senado, mas a desse humilde eleitor que o mais perto que chegou da política foi nos trabalhos de mesário nas últimas eleições, é de um lugar de ordem e respeito. De seriedade e sobriedade. De defesa máxima dos direitos de uma nação.
Não quero a parte III desse post. Porém, mesmo sem bola de cristal, não é difícil prever que ainda muita coisa virá nos próximos dias.
Abraço!

